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LINGUAGEM E COGNIÇÃO 

NA CONSTITUIÇÃO DE UMA 

COGNIÇÃO MUSICAL


51º Seminário do grupo de Estudo Lingüísticos do Estado de São Paulo - GEL; 

Taubaté, maio de 2003.

 

Integrando a sessão coordenada 

"A  NEUROLINGÜÍSTICA FRENTE AO VELHO/NOVO DEBATE INTERNALISMO X EXTERNALISMO"

(coordenadora: Prof. Edwiges Maria Morato)

 

 

Enlarging the reach and the sense of a intersubjective, social and discursive view of their contents, the possible relationships between language and human cognition can modify the influence of a "semiological" model of the linguistic contents in other human manifestations, as the music - or its scientific, cognitive research, associated to the name of musical cognition.

 

 

As possíveis relações de inter-constitutividade entre a linguagem e a cognição humanas têm sido alvo de crescentes preocupações em Lingüística, Psicologia, Ciências Humanas em geral, e demais áreas pertinentes (Neuropsicologia, Ciências Cognitivas etc.). De fato, a importância de supor a linguagem como “estruturada e estruturante” do pensamento e da cognição amplia o alcance e o sentido de uma visão intersubjetiva, dialógica, social e discursiva dos conteúdos lingüísticos e cognitivos.

Um ponto limite de relacionamento entre a Lingüística e processos e objetos externos a ela se dá no campo da música. Neste caso, como um questionamento teórico, de corte (ou pelo contrário de continuum) epistemológico entre a linguagem e a música – ou sua manifestação científica, cognitiva, associada ao nome de cognição musical ou termos semelhantes.

A Lingüística, como modelo interdisciplinar, tem de fato papel preponderante em postulações teóricas e metodológicas atuais em várias áreas afins da cognição musical: análise musical e de processamento mental de música, implementações algorítmicas ou computacionais (de inteligência artificial, redes neurais etc.), psicologia cognitiva ou neuropsicologia pertinentes à música, aquisição da linguagem etc.

Por outro lado, a aceitação de um caráter dialógico, intersubjetivo, nas relações entre linguagem e cognição, poderá por sua vez dar margem a uma aceitação similar nos objetos musicais, distanciando-os de uma conceituação como uma estrutura fechada de caráter automático (inato, biológico etc.), para apresentá-los com uma construção humana, interpessoal e social. Entre outros, pontos essenciais da ação deste caráter intersubjetivo nos processos musicais serão: a proposição de uma pragmática musical, que estude os fatores atuantes nos ambientes musicais; entre estes, a formação de uma instância musical, de um limite entre a ocorrência da música e da não-música; num movimento implicativo, as origens e o funcionamento das regras musicais, agrupáveis dentro dos sistemas musicais socialmente dados.

 

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Última atualização 2005-02-06. 




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