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FRASEOLOGIA

Várias fontes

 

Fraseologia é o estudo da construção do discurso musical, suas articulações e ligações - enfim, o modo como se relacionam os diversos elementos de uma obra. A fraseologia estuda especialmente a construção melódica.

1. MOTIVO:

A menor unidade reconhecível de uma determinada obra musical. O motivo é incompleto em si mesmo, sendo utilizado como ponto de partida para construção de unidades mais extensas. O motivo pode ser caracterizado por uma formação melódica característica (intervalos) e uma formação rítmica (célula rítmica). Ele é repetido durante a melodia, geralmente por versões simplificadas da original. O motivo também é chamado de célula ou inciso. Ex.:

 

Uma figura é como um motivo, mas tem menos impacto temático (na formação da peça musical) e um contorno menos fechado ou menos distinto. Ex.

 

2. TÉCNICAS DE VARIAÇÃO:

Para fazer com que os motivos se desdobrem formando frases, utilizam-se as Técnicas de variação:

Variação Melódica

 

Variação Rítmica

3. NOTAS ORNAMENTAIS (dissonâncias)

Notas ornamentais são notas estranhas ao acorde que podem possuir tanto uma função melódica, como simplesmente ornamental.

Nota de Passagem (np):
 

Bordadura (b): 

Retardo (suspensão) (r):
 

Apojatura (ap): 

Antecipação (an): 

f) Escapata (e):
 

g) salto (s):

 

4. SEMIFRASE, FRASE, PERÍODO

SEMI-FRASE: (ou membro de frase): A concatenação de diferentes motivos. Ex.:

 

FRASE: A unidade básica da sintaxe musical - uma idéia musical completa que finaliza com uma cadência. A frase resulta da conexão de duas ou mais semi-frases.

A frase pode ser:

Conclusiva - quando termina com uma cadência conclusiva.

Suspensiva - quando termina com uma cadência suspensiva.

PERÍODO: Um caso especial de combinação de frases, uma complementar à outra. A segunda frase é ouvida como resposta à primeira.

Frase antecedente - A primeira frase de um período (geralmente suspensiva).

Frase consequente - A frase que serve de resposta (geralmente conclusiva).

OUTROS PADRÕES DE FORMAÇÕES ENTRE FRASES:

Paralelismo: idéias de uma frase repetidas em outra;

Assimetria: frases de durações diferentes;

Frases repetidas: uma frase seguida por sua cópia, exata ou ornamentada.

 

5. CADÊNCIAS

As cadências são seqüências típicas de acordes, que formam a “pontuação” do trecho musical. O teor e a força da pontuação que a cadência transmite ajudam a formar os padrões de frases da melodia.

As cadências são classificadas de acordo com a seqüência de acordes que as formam e nomeadas de acordo com a sensação tonal (de tensão/relaxamento) que transmitem. As cadências conclusivas são aquelas que terminam no acorde de tônica; as cadências suspensivas terminam em outros acordes.

a) Conclusiva:

Perfeita - V-I

Imperfeita - V-I3; V7-I3

Plagal - IV-I

 

b) Suspensiva:

Meia-cadência (à dominante) - II-V; I-V; IV-V

Cadência de engano (interrompida) - V-VI

 

(para maiores informações, consulte o capítulo sobre Harmonia de minha Apostila de violão e guitarra).

 

6. RECONHECIMENTO DOS ELEMENTOS FRASEOLÓGICOS

O conhecimento das frases musicais, suas partes, suas durações e suas inter-relações no discurso musical, são extremamente importantes na criação, interpretação ou análise musicais. Os métodos de junção e combinação de unidades irão variar de obra para obra, compositor para compositor, estilo para estilo, etc. Estes métodos contribuem muito para a formação da individualidade de uma melodia.

Para que se tenha uma compreensão mais precisa da fraseologia, é necessário que consigamos perceber claramente as articulações entre os diversos elementos fraseológicos: saber separar os incisos, as semi-frases, as frases, os períodos: Estas subdivisões na melodia podem ser realizadas mediante:

1) Uso de pausa;

2) Nota longa;

3) Uso de fermata;

4) Mudança de direção do movimento melódico;

5) Salto melódico (geralmente na direção oposta a que a música vinha se movimentando);

6) Repetição de nota;

7) Repetição de padrão melódico ou rítmico;

8) Mudança de padrão melódico ou rítmico;

9) Divisão pelo peso do compasso:

 

Finalmente, convém lembrar que nem todas as fontes de referência concordam entre si na definição dos termos musicais. Assim, algumas referências podem estar em contradição aparente.

 

7. EXEMPLOS

Exemplo (1) 
Schubert (2) 
Haydn (3)
 Tchaikowsky (4)

Exemplos (5,6,8,9)
 Un bel di (7) 
Mozart (10)

Sym. 4 (11)
 Home (12) 
Beethoven (13) 
Mozart (14)

Greensleeves

Grieg (15) 
Kodaly (16)
 Copland (17)

Mendelssohn (16)
 Frank (21)
 Rimski- Korssakov (17)

Paganni (12, 13)
 Rachmaninoff (14)

Brahms 
Sinfonia 4 -  3º mov.

 

8. EXERCÍCIOS

Bach, Gavott (3)

Schumann (6) 
Mozart (4)

Beethoven (1) 
Brahms (2) 
Dvorak (3) 
Mozart (4)

Greig (5) 
Shostakovich (
C)
Tchaikowsky (6) 
Brahms (7)

 

9. FONTES

RUMERY, KENNETH R. Composer's Tools - Interactive Idea List: Index to Traditional Forms. Internet http://star.ucc.nau.edu/~krr2/formsegments.html  . (1998-2000).

Técnicas de Composição Musical. Internet http://www.portoweb.com.br/compor. (1996).

 

 

 

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