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ORNAMENTOS

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Trilo Mordente Grupeto
Apogiatura Acciaccatura

Em música, ornamentos são floreios que não são estritamente necessários na linha melódica (ou harmônica) como um todo, mas servem para decorar ou "ornamentar" esta linha. Eles são executados como uma série de "notas rápidas" em torno de uma nota central. A quantidade de ornamentação melódica numa obra musical pode variar, de muito abundante (como é freqüente em peças do Barroco musical) a relativamente pouco ou quase nada.

O termo agrément é usado para indicar o estilo de ornamentação do Barroco francês. Na Espanha, estes ornamentos são chamados de diferenzias, e seu uso pode ser rastreado até o início do séc. XVI, época do lançamento dos primeiros livros de partituras para guitarra.

No período barroco, era comum aos intérpretes improvisar ornamentações sobre uma linha melódica dada. Um cantor executando uma ária da capo (com repetição a partir do começo), por exemplo, poderia cantar a melodia com relativamente quase nenhuma ornamentação da primeira vez, mas decorando-a com floreios adicionais na repetição.

A ornamentação também pode ser indicada pelo compositor. Uma série de ornamentos padronizados (listados abaixo) são indicados com sinais também padronizados pela notação musical, enquanto que outros ornamentos podem estar incorporados à partitura como notas pequenas, ou simplesmente como uma escrita normal.

 

Trilo

Um trilo (ou trinado) é uma alternação rápida e repetida entre uma nota indicada e uma nota um grau conjunto acima, indicado geralmente pelo símbolo tr escrito acima da pauta.




 

Mordente

 

O mordente é pensado como uma única e rápida alternância entre uma nota indica, uma nota um grau acima (chamado de mordente superior ou invertido) ou abaixo (chamado de mordente inferior), e a repetição da nota inicial. O mordente superior é indicado por um traço curto em zigue-zague sobre a nota; o mordente inferior é indicado pelo mesmo traço, cortado por um curto traço vertical.

Assim como no trinado, a exata velocidade de execução do mordente variará de acordo com o andamento da peça musical, mas em um andamento moderado os ornamentos indicados acima podem ser executados como estão abaixo:

A confusão sobre a indicação precisa da execução do mordente levou à adoção dos termos modernos mordente superior e mordente inferior, substituindo mordente e mordente invertido. A prática, a notação e a nomenclatura variaram intensamente durante a história da música, e as presentes indicações se referem em geral à prática estabelecida no séc. XIX. No período Barroco, por exemplo, mordente era uma palavra usada para designar o que depois foi chamado de mordente invertido (hoje mordente inferior), e embora hoje este ornamento seja entendido como uma alternância rápida e única entre duas notas, no Barroco ele poderia ser executado, em certos casos, com mais de uma alternância entre as notas, numa espécie de trilo invertido. Mordentes de todo tipo poderiam ser iniciados, em certos períodos históricos, com uma nota extra, elevada ou não cromaticamente um semitom.

 

Grupeto

 

Uma figura curta que consiste da execução de uma nota acima da nota indicada, a nota indicada, uma nota abaixo da indicada e a nota indicada novamente. É indicado por um sinal em forma de “S” na horizontal. Um grupeto invertido (tocado com a nota abaixo da indicada no início) pode ser anotado com um traço vertical curto sobre o sinal original.

Se o sinal é colocado sobre a nota, a a execução é exatamente como a descrita acima. Entretanto, se ele é colocado entre duas notas, a execução é deslocada temporalmente para antes da execução da nota seguinte. Assim, os ornamento abaixo:

 

Devem ser executados assim:

A nota inferior pode ser alterada cromaticamente, como no mordente. A velocidade e o ritmo da execução variam largamente conforme a época, o gênero e o estilo.

 

Apogiatura

 

Derivada da palavra italiana appoggiare, “apoiar”; a apogiatura longa (ou, em português, somente apogiatura) é importante melodicamente , e freqüentemente suspende a nota principal tomando desta da figura de tempo usada na notação da apogiatura (que é geralmente a metade do valor da nota principal). A nota adicionada é um grau conjunto vizinha da nota principal, podendo ser tanto acima como abaixo desta; neste último caso, ela pode estar alterada cromaticamente.

 

A apogiatura é indicada como uma nota menor que o normal, com a direção da haste invertida, e seria executada comumente assim:

Apogiaturas também são geralmente encontradas no começo do compasso, e alcançadas por salto melódico.

 

Acciaccatura

 

Do italiano acciaccare, “colidir”, a acciaccatura (ou “apogiatura curta”) é entendida como uma variação mais rápida, menos relevante melodicamente, da apogiatura tradicional, onde a suspensão da nota principal é menos perceptível – teoricamente, sem valor temporal medível. Ela é comumente indicada com uma nota de valor surto (colcheia), menor que o normal, e com a haste invertida e cortada com um traço:

 

Sua exata interpretação varia de acordo com a época e o gênero, mas uma possibilidade é indicada abaixo:

A execução da nota ornamental antes da pulsação é considerada largamente como uma questão de gosto e de adequação à prática musical. Excepcionalmente, a accicatura pode ser indicada no final do compasso anterior, indicando que deve ser executada antes da batida forte do compasso.




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